Le mot du Recteur

Foi a pergunta de Jesus, em reposta à pergunta armadilhada das autoridades religiosas e politicas de Israel. Na moeda em uso, estava a efigie do Imperador romano. Ou seja, os fariseus, doutores da Lei e outros, não tinham problema em usar o dinheiro em circulação no país, território ocupado pelos romanos. Se a resposta à pergunta: «É licito pagar o imposto?» fosse ‘Sim’, Jesus era traidor e colaboracionista. Se dissesse ‘Não’, Jesus incitava à rebelião contra o Império. Das duas maneiras, o Senhor seria condenado.

Na resposta final, o Senhor Jesus desarma a hipocrisia e a má-fé da pergunta. Dá a Deus o que é de Deus: o teu coração, a tua confiança, a tua vontade em amá-Lo e em obedecer-Lhe. E dá ao mundo o que lhe pertence: as coisas, mas nunca a tua alma e o desejo de salvação. Santa Catarina de Sena, mística e Doutora da Igreja, mulher singular na história da Igreja e da Europa, de quem é co-padroeira escreveu:

«Amor eterno (…), peço-To em graça, tem misericórdia do teu povo, em nome da caridade eterna que Te levou a criar o homem à Tua imagem e semelhança (cf Gn 1,26). (…) Só o fizeste, ó Trindade eterna, porque querias levar o homem a participar de Ti. Foi por isso que lhe deste a memória, para que se lembre das Tuas graças e possa assim participar do Teu poder, ó Pai eterno; foi por isso que lhe deste a inteligência, para que possa compreender a Tua bondade e assim participar da sabedoria do Teu Filho único; foi por isso que lhe deste a vontade, para que possa amar o que vê e o que conhece da Tua verdade e assim participe no amor do Teu Espírito Santo. O que Te levou a dar tão grande dignidade ao homem?

O amor inesgotável com que olhas a Tua criatura em Ti mesmo. [Mas,] por causa do pecado, ela perdeu a sua dignidade. (…) Então Tu, levado por esse mesmo fogo com que nos criaste […], deste-nos o Verbo, o Teu Filho único. […] Ele cumpriu a Tua vontade, Pai eterno, quando O revestiste da nossa humanidade, à imagem e semelhança da nossa natureza. Ó abismo de caridade! Que coração poderá deixar de ceder ao Teu amor, vendo o Altíssimo juntar-Se à baixeza da nossa humanidade? Nós somos a Tua imagem, e Tu és a nossa, pela união que consumaste no homem, ocultando a Tua divindade no barro de Adão (cf Gn 2,7). […] O que Te levou a fazê-lo? O amor! Tu, que és Deus, fizeste-Te homem, e o homem tornou-se Deus. Rogo-Te, por esse amor inefável, que tenhas misericórdia das tuas criaturas.» Escolhamos, pois, ser imagem viva de Deus!

Com amizade, P. Nuno